
Provas de ultradistância têm atraído cada vez mais atletas em busca de superação física e mental. Em percursos que passam por serras, estradas de terra e longos trechos durante a madrugada, a resistência e o preparo psicológico costumam ser tão importantes quanto o condicionamento físico.
Nos últimos anos, modalidades como o gravel e o ciclismo de endurance cresceram significativamente no Brasil, impulsionadas pela busca por desafios extremos e pelo contato mais intenso com a natureza. Esse tipo de competição exige alto nível de planejamento, preparo e experiência dos participantes.
Foi nesse contexto, nas montanhas da Serra da Mantiqueira, que a ciclista Eliana Tamietti, conhecida como Lili entre amigos e colegas de prova, morreu durante uma competição entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. A atleta tinha 48 anos e participava do Bikingman Brasil.
O evento, com percurso de 555 quilômetros, tinha largada e chegada em São José dos Campos. Na madrugada de sábado, na região de Piranguçu, no Sul de Minas, Eliana passou mal enquanto seguia pelo trajeto após uma breve parada com outros competidores.
Segundo informações da organização, ainda é aguardado o laudo da perícia oficial para esclarecer as circunstâncias da morte. Relatos iniciais indicam que a atleta pode ter sofrido um mal súbito enquanto pedalava em uma estrada de terra, perdendo o controle da bicicleta.
Equipes de resgate foram acionadas rapidamente, com apoio do Samu, Corpo de Bombeiros e forças policiais, mas o óbito foi confirmado no local. A morte da ciclista gerou comoção entre participantes e fãs do esporte, além de reacender debates sobre segurança, monitoramento físico e cuidados médicos em provas de ultradistância.